Quinta-Feira, 09 de julho de 2020 Nossa história      

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COM O APOIO DA PREFEITURA, AGRICULTORES AUMENTAM PLANTAÇÃO E CALDEIRÃO GRANDE PODE TER A MAIOR SAFRA.

Data de Publicação: 05/05/2020

O município de Caldeirão Grande do Piauí, situado na tríplice fronteira dos estados do Piauí, Pernambuco e Ceará, deve registrar uma safra recorde este ano, resultado do elevado índice pluviométrico registrado, associado ao programa de preparação das terras executado pela Prefeitura Municipal, por meio da Secretaria de Agricultura.

O Programa Municipal de Valorização e Incentivo à Agricultura Familiar é uma iniciativa da gestão do prefeito João Vianney de Sousa Alencar e foi instituído no ano de 2018, por meio de Lei Municipal, com o objetivo de apoiar o pequeno agricultor familiar e fomentar a produção agrícola por meio da preparação gratuita das propriedades rurais destinadas ao plantio.

Esse ano, o Governo Municipal implementou o Programa e conseguiu ampliar o número de produtores atendidos, como também, a área rural preparada. O trabalho foi realizado no período de 30 de dezembro no ano passado, até o dia 15 de fevereiro de 2020. Ao todo, mais de 11 mil tarefas de terras foram aradas, beneficiando a mais de 500 agricultores.

Segundo o prefeito Vianney, para garantir que os agricultores fossem beneficiados com a preparação das terras dentro do período propício, o município realizou uma força tarefa. “O município licitou e contratou uma empresa, que terceirizou os trabalhos. Nós chegamos a ter 25 tratores trabalhando simultaneamente. Todos plantaram no tempo certo e a perspectiva está aí, de termos a maior safra de grãos de milho e de raízes de mandioca de Caldeirão Grande”, disse.

O valor aplicado pelo Governo Municipal no Programa Municipal de Valorização e Incentivo à Agricultura Familiar é bem superior ao que eles receberiam do Garantia Safra, em ainda terão uma produção recorde.

José Ananias de Sousa, de 52 anos, que reside na localidade Serra dos Pereiros, é um dos agricultores beneficiados, ele, pelo segundo ano consecutivo. “Fiz o cadastro de novo esse ano, a Prefeitura aradou e eu plantei 20 tarefas de terra. Foi um pouco de feijão pra nós comer em casa, e o resto é mandioca e milho”, disse.

Graças ao apoio do Governo Municipal, ele pode ampliar a terra plantada. “Pra mim foi bom demais. Eu ia gastar um ‘bocado’ pra aradar essas terras. A base de 1 mil reais. Esse ano eu tava bem apertado. Se não fosse a Prefeitura, eu tinha arrumado só umas dez tarefas”, pontuou. O feijão já está sendo colhido. O milho deve ser colhido no mês de julho e a mandioca só no próximo ano, em 2021.

Outro agricultor que comemora o bom inverno é Aldo José, de 55 anos, que residente no Sítio Mulungu. Ele também foi contemplado pelo programa, que preparou 20 tarefas da sua propriedade para o plantio do milho e feijão. “A área maior é do milho, que são 20 a tarefas. De feijão são duas, só pra comer mesmo”, disse.

Para ele, uma ajuda significativa. “Uma bênção. Se não fosse a Prefeitura eu tinha que pagar do bolso, e cadê o dinheiro? Tinha que correr pra arrumar, vender alguma coisa pra pagar”, disse. Se tivesse que pagar pelo serviço, o gasto teria sido de 1 mil reais. Cada tarefa de terra preparada custa 50 reais. “Esse ano vai ser bom. A expectativa em relação aos outros anos é grande. Só não vai ficar satisfeito e colher muito que não cuidou em plantar”, finalizou.

O engenheiro agrônomo Glauber Ramon, que é secretário de Agricultura, falou sobre o Programa. “É um importante Programa de incentivo à agricultura familiar, que parte do princípio, que é preparo do solo para o plantio do pequeno agricultor, que vinha sendo castigado nos últimos anos, mas que esse ano foi abençoado com um bom inverno”, disse.

As principias produções são o milho e a mandioca. “Na área que nós chamamos de sertão, a principal produção é o milho, e na área da serra, a maior produção é a mandioca. O feijão é cultivado nas duas áreas, mas em menor quantidade, geralmente, só para o consumo familiar mesmo. […] O feijão já está sendo colhido. Logo vem o milho e posterior a mandioca”, explicou.